Lelis
Numa conversa com um amigo meu ele me contou sobre um livro/filme com potencial de ser tão ou mais tosco do que Crepúsculo.. e olha que todos nós sabemos como isso é difícil.

A história se passa num mundo pós-apocalíptico com zumbis. Até aí tudo bem. Só que quem narra essa bagaça é um zumbi que se denomina R. E tem amiguinhos zumbis que saem por aí em altas aventuras como zumbis sempre fazem. E então numa de suas aventuras ele come o cérebro de um pobre qualquer e absorve as memórias dele (WTF?). Assim ele se apaixona pela namorada do cara (WTF?2). Então, já deu pra perceber a merda que é.

um breve resumo da bosta:

"Assim como em The Walking Dead, estamos em um mundo pós-apocalíptico, onde os zumbis dizimaram boa parte da população mundial, e as pessoas que sobraram se juntam em comunidades primárias, com o intuito de sobreviver e fazer frente ao inimigo: os zumbis sedentos por carne humana, inconscientes, sem nenhum pensamento na cabeça além de “Miolos”. Não, aqui os zumbis não são assim, ou pelo menos não todos eles.
R é o narrador e protagonista de Sangue Quente. Um zumbi impressionantemente articulado, principalmente se comparado a seus pares. Ele leva uma vida “normal” de zumbi, vivendo em um aeroporto abandonado e saindo para suas caçadas eventuais. É numa dessas caçadas que algo acontece: ao comer o cérebro de um rapaz, Perry, e ter acesso às suas memórias, ele se apaixona por Julie, namorada do cara, e passa a ter uma necessidade inexplicável de protege-la. Mais que isso: ele controla seus instintos assassinos e leva a garota com ele.
Sangue Quente é um livro surpreendentemente inovador, que transforma a mitlogia dos zumbis de forma brilhante, indo muito além do que True Blood fez pelos vampiros, por exemplo. À medida em que convive com Julie, R vai aos poucos e sutilmente ficando mais vivo e menos morto-vivo. Julie, por sua vez, começa a enxergar mais do que um monte de carne em putrefação naquela criatura.
O ritmo da história é fantástico. Marion consegue imprimir uma dinâmica deliciosa ao livro (cujo maior defeito talvez seja ser curto demais, pelo prazer que é lê-lo), mesmo que boa parte da trama se desenvolva nas reflexões de R, ou nas lembranças perdidas de Perry. Ainda assim a leitura não é nada cansativa e extremamente envolvente. Os personagens são maravilhosamente construídos, e revelam uma complexidade natural e pouco usual em um romance de zumbis.
Mais que uma história de terror ou um belo romance, Sangue Quente é uma bela fábula sobre a vida humana, tendo a morte como ponto de vista para questionar o que é, afinal, estar vivo.
A boa notícia (será?) é que Sangue Quente vai virar filme. O longa já está em pré-produção,  e deve ganhar as telas no ano que vem. Os protagonistas, já escolhidos, são Nicholas Hoult (de Skins e X-Men: Primeira Classe, ou também o garotinho de Um Grande Garoto) como R e Teresa Palmer (de Eu Sou o Número Quatro)  como Julie. Confesso que estou bastante curioso (e apreensivo) para ver como o filme vai transpor para a tela esta história, que tem algumas das melhores partes rolando dentro da cabeça de um zumbi."

Eu ainda não vou cair de pau nisso por um único motivo: Eu não li o livro/vi o filme. Ainda. Ainda. Farei isso por vocês e depois posto algo comentando todo o livro como o que eu fiz com Vampire Diaries. Me aguardem.

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