Lelis

É eu tomei gosto pela coisa. O segundo capítulo é meio longo, mas não desista de ler por isso. Eu achei que ficou legau, mas preciso da opinião de vocês. Quem sabe um dia faça sucesso?



Investigação

De manhã, na sala de jantar de um simpático apartamento localizado no Brooklin Wanessa White e Isabel Klein estão lendo as notícias do dia.
- Meu Deus! Wanessa olha só isso – exclamou Isabel ao ler o jornal da manhã.
- O que? – Disse, ao pegar a folha de Isabel – Roberto Grunt, mecânico de 19 anos morre em suposto acidente na estrada... Ai, coitado...
- Disseram ser um acidente, mas pode ser outra coisa. Querem saber o que ele estava fazendo naquela estrada deserta no meio de uma tempestade. O que você acha?
- Acho que deveríamos investigar. A estrada é a caminho do Brooklin. E eu também acho que tem coisa por trás disso. Afinal, algo nos trouxe até aqui, e nós queremos saber o que é.
Isabel se levantou da mesa de jantar sorrindo:
- Já não era sem tempo, isto aqui já estava ficando monótono.
Wanessa se levantou também, ela tinha que concordar com Isabel.
- Melhor irmos agora, quanto antes melhor. Ainda temos o disfarce de FBI?
- Não sou louca de me desfazer daquilo – riu Isabel
Havia três meses quem elas se mudaram para o Brooklin principalmente por insistência de Wanessa que havia decidido viajar do nada.
Isabel se lembrou do que Wanessa tinha contado a ela quando estavam desfazendo suas malas, ela disse que sentiu uma espécie de magnetismo em relação ao Brooklin e sentiu que precisava ir até lá.
- Será que isso tem alguma coisa a ver com o magnetismo que você sentiu?
- Não sei, mas vamos descobrir.
Por mais que fosse estranho, esse magnetismo era comum para elas. Era chamado de Bipe para que outras pessoas não desconfiassem
Um fio de esperança tinha brotado em Wanessa. “Será que depois de tanto tempo eu finalmente estou perto de saber o que me trouxe até aqui?” Ela se perguntava. Achava que ia enlouquecer se continuasse naquele lugar sem saber o que fazer. Para ela aquela investigação caiu do céu.
Munidas de distintivos foram ao local do crime. Havia policiais cobrindo a área.
- Quem são vocês? Os jornalistas já foram embora. – Grunhiu um policial visivelmente calvo e com o pouco cabelo que tinha preso num rabo-de-cavalo.
- FBI. Wanessa White e Isabel Klein – Disse Wanessa usando um tom superior que precisava ser imposto aos policiais se elas queriam mesmo ter o poder naquele lugar e mostrando seu distintivo muito bem forjado.
- Explique o que ouve aqui – pediu Isabel
- Parece que o garoto sofreu um acidente e caiu da moto, mas ninguém tem certeza.
- Onde está o corpo? – perguntou Wanessa
Isabel engoliu a seco. Essa era a parte que ela mais odiava, definitivamente não era chegada a cadáveres.
O policial as levou até o local. O corpo do jovem estava jogado no chão ao lado de uma motocicleta amarela com marcas violentas no corpo.
Wanessa olhava atentamente a motocicleta que estava jogada a uma pequena distância do corpo.
- Essa moto não tem sinais de danos...
- Eu disse não tínhamos certeza quanto o acidente.
- Deixe-nos examinar o corpo por um estante.
- Como quiserem.
O policial deixou as duas sozinhas e se juntou aos outros em sua barreira.
- Eu sabia que deveríamos investigar – Disse Wanessa chegando mais perto – isso definitivamente não parece um acidente.
Isabel ainda se recusava a olhar por muito tempo o cadáver, focando apenas na motocicleta.
- Será Wanessa? Não sei... Parece convincente o bastante...
Wanessa agora olhava para o corpo do jovem. Ele tinha marcas estranhas, ela chegou mais perto para distingui-las melhor.
- Isabel, me diz se eu estou louca... Mas essas marcas se parecem mais com mordidas e arranhões do que com baque de queda.
- Jura? – Isabel agora se viu obrigada a olhar – Parecem mesmo... Mordidas de animais eu acho.
- Eu não sei você, mas eu não imagino um urso atacando-o a ponto de derrubá-lo da moto, abocanha-lo e deixar ele assim. Um animal teria o devorado.
- Quem quer que tenha feito o serviço, não o fez bem feito.
- Então, adotamos a teoria de que alguém fez isso?
- Eu tenho quase certeza de que foi alguém.
Wanessa pensou um pouco nisso e nas marcas do jovem.
- Ou alguma coisa.
Isabel se arrepiou. Ela sabia do que Wanessa estava falando.
- Você acha que encontrou o seu Bipe?
- Eu acho que encontrei uma pista para o Bipe.
- O que acha que é?
- Não sei. Podemos voltar aqui mais tarde para dar uma olhada pelas redondezas e ver se encontramos alguma pista.
Elas caminharam em direção ao carro de Wanessa, um New Civic prateado. Ela estava num misto de nervosismo e euforia. Parecia que o que queria estava tão perto, mas tão longe ao mesmo tempo.
Estavam passando pela mesma estrada em direção ao Brooklin quando avistaram uma grande casa cor de grafite.
- Estranho... Quem constrói uma casa no meio do nada quer mesmo se isolar, não é? – comentou Isabel
- Espera um pouco – Wanessa parou o carro – O garoto do acidente não era mecânico?
- Era sim.
- E o que um mecânico estaria fazendo em um lugar desses de uniforme?
- Bom, com certeza ele não estava passeando. – Isabel riu
- E se ele estava a trabalho...
- Muito provavelmente estaria naquela casa – completou Isabel
- Exatamente – Wanessa agora sorria.
Ela agora tinha a nítida impressão de que estava muito perto do que procurava.
- Você vai até lá de FBI? – perguntou Isabel
- Não. Primeiro eu vou ver uma coisa.
Wanessa saiu do carro e foi em direção a casa. Isabel seguiu-a.
- Wanessa, o que você está fazendo sua maluca?
Wanessa não respondeu, estava ocupada demais examinando a casa em vários ângulos. Ela avistou uma janela de vidro no alto da casa.
Com uma agilidade incrível ela escalou a casa e saltou até a janela.
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1 Response
  1. Ana Lú :D Says:

    Migah a história tah cada vez melhor. Parabéns!Vou esperar o próximo capítulo.

    Bjos :D